Pedalar pode ser uma alternativa em São Paulo

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Para evitar os extensos engarrafamentos e a superlotação dos transportes públicos, alguns moradores de São Paulo optam por uma outra forma de se locomover: pedalando. Assim, essas pessoas economizam tempo, dinheiro e ainda praticam uma atividade física.

Há três anos, o assessor de imprensa Paulo Henrique Alves anda de bicicleta com frequência nas ruas e avenidas da capital paulista. E há um ano, de segunda a sexta, ele pega sua bike, coloca as luvas, o capacete e os óculos e vai para o trabalho pedalando. O trajeto que ele faria em 40 minutos de carro, ele faz em 15.

Mas essa não é uma prática recente na vida dele. Na antiga empresa em que ele atuava, já deixava o carro parado em casa. Ele fazia 25 minutos de caminhada até o trabalho.

Assim como o assessor, o entregador Tarciso Vieira Gomes também utiliza bastante a bicicleta, mas nas entregas diárias de revistas durante seu trabalho. Faça sol ou faça chuva, Tarciso e mais 20 companheiros pedalam, de segunda a sábado, mais de 12 km por dia nos bairros de São Paulo. Ele conta que nunca sofreu um acidente, mas já teve colegas que morreram no trânsito enquanto trabalhavam.

O ciclista tem que tomar cuidado por onde anda, porque podem aparecer alguns empecilhos no meio do caminho. Carros, motos, ônibus, pedestres, sinais de trânsito, buracos, morros, boca de lobo e desníveis nos asfaltos podem causar um acidente e machucar. “Todo dia eu sofro uma fechada de  um motorista ou motoqueiro. Bicicleta não é um transporte tão viável em São Paulo, mas uma alternativa para os transtornos de uma cidade grande”, afirma Paulo Henrique.

São Paulo ainda não é uma cidade ideal para os ciclistas, como Copenhague que 50% da população se locomove por meio de bicicletas. Mas aos poucos as bikes conquistam seu espaço na sociedade brasileira com a construção de novas ciclovias e a implantação de leis a favor do ciclista.

Aqueles que têm interesse de pedalar em SP, devem ficar atentos. “Tenha uma bicicleta adequada ao seu estágio. Não adianta comprar uma bicileta barata em qualquer loja. Escute dicas de amigos ciclistas. E comece pedalando nos grupos de pedal que têm na cidade porque assim você começará a entender o trânsito”, aconselha o assessor.

Paulo Henrique ainda lembra que nem todo trajeto é recomendável para andar de bicicleta. A pessoa tem que observar a segurança das faixas de utilização e a distância. Ele aponta que até 15 km vale a pena, mais do que isso, o risco e o exercício não compensa.

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