Após os 60, mulheres usam bikes para superar dificuldades

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No dicionário, pedalada significa ‘cada impulso dado ao pedal’. Mas para algumas pessoas essa palavra tem um sentido muito maior. Ela siginica superação.

Aos 65 e 62 anos, respectivamente, Teresa D’Aprile e Maria Lúcia Albuquerque pedalam toda semana à noite pelas ruas da cidade de São Paulo. Ambas participam do grupo “Saia na noite”, formado somente por mulheres. Mas, elas nem sempre foram assim ativas na bicicleta.

Teresa começou a pedalar após se separar do marido quando tinha 37 anos. E foi em 1992, com a vontade de sair a noite com as amigas, pedalar e  abrir um espaço para o público feminino no mundo das bicicletas que ela criou o “Saia na noite”.

Hoje, o grupo conta durante as pedaladas com cerca de 50 mulheres no verão e 20 no inverno, sendo 80% na faixa etária entre 35 e 50 anos. Toda terça-feira às 21h, quando não está muito frio, elas se reúnem na frente da pizzaria Primo Basílio (Al. Gabriel Monteiro da Silva, número 1864) e saem com as bikes pelas ruas iluminadas da capital. O percurso, geralmente, é definido na hora por meio de uma votação entre as participantes.

Mas elas não fazem somente passeios de bicicleta. Pelo menos uma vez por mês, o grupo promove pedaladas gastronômicas – como o dia da sopa – e customizadas – como o dia do halloween, quando todas utilizam fantasias. Neste mês de setembro, elas pretendem realizar o “saia na moda”, quando todas irão vestir roupas dos anos 20 aos 80.

Teresa é um exemplo de como um esporte pode mudar a vida e ajudar a superar as dificuldades impostas nos dia a dia. Ela lembra que a rotina agitada de trabalho, filhos, marido e as tarefas domésticas fazem a maioria das mulheres esquecerem de ter um tempo só para elas. O grupo é como uma válvula de escape que permite a mulher ter um tempo para relaxar, se divertir e exercitar. “Com a bicicleta a gente faz o que quer. Mudou muito a minha vida, desde da primeira corrida de bicicleta”, acrescenta.

Assim como Teresa, existem outras pessoas que tiveram sua vida transformada pelas pedaladas. Uma delas é Maria Lúcia Albuquerque. Após 35 anos de casada, Malu – como os mais próximos a chamam – se separou. Aos 57 anos, teve que mudar a rotina caseira que tinha. E para superar a separação, ela buscou atividades diferentes. Foi quando entrou para o “Saia na noite”.

Ela já havia pedalado em outros momentos, mas nunca tinha participado de um grupo de pedal noturno. “No primeiro dia, eu coloquei o capacete virado ao contrário. Eu não sabia como colocar. Mas cheguei com a cara e a coragem e lá estou até agora”, relata Malu.

Hoje, aos 62 anos, a rotina de Malu é outra bem diferente daquela que tinha durante o casamento. A vida de dona de casa deu lugar a viagens, passeios de bicicleta e a saídas com o grupo. Recentemente, ela fez um passeio de bicicleta por uma semana na Croácia. Junto com mais nove mulheres, ela conheceu o país pedalando. Além disso, ano passado ela fez um de bicicleta de 60 km na praia de Cananeia. E aos 60 anos ela fez uma caminhada de quatro dias no Aconcágua – Argentina.

E Malu não pára. No final do ano, ela planeja viajar de trailer com o filho e a nora pela Nova Zelândia. ”O que eu conquistei nesses cinco anos, eu não imaginava que faria”, finaliza.

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Um comentário sobre “Após os 60, mulheres usam bikes para superar dificuldades

  1. Aos 62 anos e pedalando mtb e speed digo que o importante é pedalar sentindo o vento na cara, dificil não são as subidas, o dificil é levantar da cama, mas eu levanto e digo pra ela você não vai me vencer.

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