Comida de verdade é aquela feita em casa, apontam nutricionistas

Nas grandes metrópoles, como São Paulo, a maioria dos trabalhadores não têm tempo de almoçar em casa durante a semana. A solução acaba sendo comer em restaurantes e lanchonetes.  Tal situação provoca a má alimentação do indivíduo e, consequentemente, problemas de saúde como, por exemplo, aumento do peso e colesterol alto. Segundo dados deste ano do Ministério da Saúde, 51% da população brasileira está com excesso de peso. Mas qual seria a melhor opção para ter uma vida saudável?

Foi pensando na qualidade de vida de executivos e trabalhadores em geral, que as nutricionistas Ana Luísa Barreto, Bruna Poncioni e Rafaella Dusi colocaram a mão na massa e criaram a empresa RealFood Nutricare, neste ano. A proposta é aliar atendimento nutricional com o preparo de refeições saudáveis para serem congeladas e consumidas durante o trabalho. A ideia é justamente substituir a alimentação feita nas ruas por comidas caseiras. “Apesar da população estar hoje em uma contínua busca pela saúde e esse assunto ser muito abordado nas mídias em geral, a vida saudável ainda é constantemente deixada de lado”, pontuam as nutricionistas da RealFood Nutricare.

O nome RealFood Nutricare faz referência à alimentação real, verdadeira, com características de comida caseira. Para as sócias da empresa é muito importante estabelecer hábitos e prioridades na alimentação diária de um indivíduo que tem uma semana cheia de tarefas. Além disso, é preciso ter cuidado com a conversação de alimentos. “Por existir essa dificuldade, nosso objetivo é levar a saúde até as pessoas, de uma forma cômoda e segura, incentivando para que elas não desistam de buscar a vida saudável”, ressaltam as três.

Para elas, vida saudável é definida em três palavras: equilíbrio, moderação e harmonia. “A saúde em si, é complexa, e não é simplesmente a ausência de doenças. Depende também do contexto em que a pessoa está inserida. Mas se exageros e privações extremas forem evitados, e não só na alimentação, mas em todos os âmbitos da vida, essa vida saudável não é difícil de ser alcançada”, finalizam as nutricionistas.

Voluntários ajudam iniciantes a pedalarem com segurança nas ruas de São Paulo

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Apesar do ciclismo já ter sido bem abordado aqui no 1,2,3 corre, não poderia ficar de fora dessa série de matérias o projeto Bike Anjos. Os Bike Anjos, como o próprio nome sugeri, é um grupo de voluntários que ensinam as pessoas a andar de bike e a pedalar com segurança nas grandes cidades urbanas, como São Paulo.

Criado em 2010, o projeto, que nasceu na capital paulista, já existe em 160 cidades brasileiras, além ter expandido para outros países como Estado Unidos e Portugal. E a Austrália já tem planos para implantar o Bike Anjos no país também.

Segundo JP Amaral, um dos fundadores do projeto, nesses três anos de existência, já foram atendidas cerca de 5 mil pessoas só no Brasil. E a maioria delas são mulheres entre 20 e 30 anos. Mas não são somente as aulas que chamam a atenção do público, mas as atividades, como oficinas e passeios. “É uma forma de integrar diferentemente com a cidade de São Paulo”, ressalta ele.

JP ainda conta que no ano passado no Dia Mundial sem Carro uma empresa contratou eles para fazer uma pedalada com os seus funcionários. A finalidade era promover o uso da bike como transporte diário. Na hora do almoço, mesmo de baixo de chuva, 20 funcionários desse escritório subiram na bicicleta e foram com os Bike Anjos almoçar em um lugar distante.

Todo último domingo do mês os Bikes Anjos promovem o EBA – Escola Bike Anjo – na Praça dos Arcos – entre a Av. Paulista e a Av. Angélica. Lá eles se reunem com a população interessada em aprender e reaprender a andar de bike.  Vale a pena conferir de perto essas aulas, veja aqui.

Chuva marca segundo dia de Virada Esportiva

Nem as nuvens no céu e os pingos de chuva foram capazes de acabar com a diversão da população paulista no segundo dia da Virada Esportiva 2013. O Parque Ibirapuera, por exemplo, ficou cheio de corredores, basqueteiros e jogadores de Bike Polo, além de admiradores dessas atividades.

IMG_1260 Nesse domingo de Virada, os paulistas puderam participar da 21° Maratona de Revezamento Pão de Açucar ao redor do Ibirapuera, jogar torneios de trios de streetball, ter aulas de tênis e acompanhar os campeonatos internacionais de Bike Polo. E para celebrar o Dia Nacional de Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência, que foi ontem dia 21 de setembro, tinham cinco cadeiras de rodas adaptadas disponibilizadas para o curiosos sentarem e sentirem a sensação  de jogar basquete em uma cadeira de rodas.

IMG_1259E no dia que celebra a data mundial sem carro, o que mais chamou a atenção dos que passeavam no Ibirapuera foram os jogos do Campeonato Sulamericano de Bike Polo e o Campeonato Feminino Latino Americano de Bike Polo, o Interpolas.

Havia crianças, adolescentes e adultos acompanhando as mais de30 equipes formadas por atletas vindos de praticamente todos os países da América do Sul, além da Costa Rica. E mesmo debaixo de chuva, a plateia e torcida continuava na beira da quadra adaptada ao esporte com seus guarda-chuvas abertos. Enquanto o torneio não acabava, os novos e velhos admiradores do esporte permaneciam com os olhos atentos a todas as jogadas e dribles das bikes e tacos com ou sem bola.

IMG_1267Nesses dois torneios de Bike Polo, foi possível ver de tudo, desde abraços, cumprimentos entre equipes, gritos de guerra, gols, dribles com as bicicletas como também xingamentos e “tacadas na cara”. Mas isso é pauta para o próximo post aqui no 1,2,3, corre.

Começa hoje a sétima Virada Esportiva

Neste sábado, 21 de setembro, acontece a sétima Virada Cultural. Como já foi reportado aqui, serão mais de duas mil atividades esportivas disponibilizadas para a população paulista, durante 34 horas, em 200 locais diferentes espalhados pela cidade. Das 8 horas deste sábado às 18hs de domingo, serão oferecidas desde recreações infantis, como brinquedos infláveis e pique bandeirinha, a streetball – basquete de rua -, stand sp, caiaque,  oficina de tênis, corrida de skate, clínica de wakeboard, passeio noturno de patins e até bungee trampolim e rapel. Tem diversão para todos os gostos e públicos!

Em entrevista para o 1,2,3 corre!, o coordenador da assessoria de comunicação da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da cidade de São Paulo, Eder Brito, relatou parte dos desafios e conquistas da Virada Esportiva durante esses sete anos de existência, sendo cinco anos acompanhados por ele.

Como a Virada Esportiva ganhou essa dimensão e o reconhecimento da população?

A Virada Esportiva virou um evento da cidade de São Paulo. O paulistano já o aguarda. Mas, ela só é o que é porque acontece somente uma vez por ano. A Virada Esportiva já é uma marca. Ela se torna um objeto de desejo porque ela só é disponibilizada em um espaço curto de tempo. O conceito dela é convidar as pessoas a praticar alguma atividade e a consumirem esporte.

Porque geralmente a Virada acontece no mês de setembro?

A escolha da data tem a ver com a chegada da primavera.  As piscinas públicas normalmente reabrem com a chegada dessa estação. Além disso, significa também o começo dos seis meses em que a população faz mais esporte – durante a primavera e verão.  Em 2008 e 2012, a Virada só não aconteceu em setembro por conta do período das eleições. Por exemplo, no ano passado foram nos dias 30 de junho e 1° de julho.

Como é feita a seleção das atividades que serão oferecidas no evento?

A seleção dos esportes que participam da virada acontece por meio de três meios:  o primeiro, a gente convida a Secretaria de Educação para desenvolver atividades pelo SESC e os CEUs; segundo, nos clubes que, normalmente, o diretor e o supervisor de esportes se juntam para montar a curadoria; e o terceiro, com as atividades contratadas pela Secretaria de Esportes. Neste último caso, o critério é qual é o potencial de participação de cada atividade.

O que você destaca de interessante e diferente nesta edição comparado as anteriores?

Para mim o mais interessante na virada 2013 é o que acontece depois porque é o começo de uma resposta que já tinha um bom tempo que queríamos dar. Reclamavam que nós fazíamos um super evento na virada e depois nada. Agora nós vamos continar fazendo com o “Revirando a Virada”. São 11 locais que participarão, ainda é um projeto piloto. Mas vai ajudar e mudar muito para melhor os bairros. A gente tem que fazer justamente porque tem problema nesses locais.

Nadar em excesso pode prejudicar a vida de um atleta

Nesses dias quentes na capital paulista, uma boa opção para se exercitar é natação. Realizada muito por crianças em fase de crescimento, essa atividade pode ser muito bem aproveitada por  aqueles que pretendem manter o físico, emagrecer e ter uma vida saudável. Mas é necessário tomar cuidado para não exagerar na dosagem do exercício.

O nadador profissional César Cielo é um exemplo do que o excesso dessa atividade pode causar. No final do ano passado, ele fez uma cirurgia nos joelhos para curar a tendinopatia, doença nos joelhos causada pelo excesso de musculação e treinos durante as competições no ano passado. Ele teve que ficar alguns meses fora das piscinas, fazendo fisioterapia, treinos leves de natação e fortalecimento da musculatura em aulas de musculação.

Para o American College of Sports Medicine, pelo menos uma hora de intensidade moderada de natação durante cinco vezes por semana pode ajudar na perda de peso. Segundo Leonardo, o tempo de natação ainda depende do objetivo da pessoa, pois pode ser para competição ou aula. “Para competição, tem treinos de até 12 horas,sendo seis horas pela manhã e 6 à noite de  segunda-feira a sábado.Tendo ainda a parte de musculação e outras atividades incluidas. A aula só para aprender ou exercitar pode ser de 45 minutos a 1 hora, sendo duas vezes por semana”, pontua ele.

A natação é indicada para melhorar a função cardíaca e pulmonar, a flexibilidade, o humor e estimula a perda de peso. E ainda trabalha a coordenação motora e o aeróbico, além de ajudar pessoas com problemas respitatórios, como renite e bronquite. Segundo o Conselho Americano de Exercício, a flutuabilidade da água reduz o “peso” de cerca de 90%, resultando em uma redução significativa na pressão sobre os quadris, joelhos e as costas. “Realmente a natação é boa para doenças respiratórias e para a coluna, joelho e a depressão, além de exercitar músculos. Por não ter impacto os benefícios são enormes”, afirma o professor de natação Leonardo Figueira.

Existem outras formas de se exercitar debaixo na piscina, caso a pessoa não goste de natação ou não saiba nadar. Aulas de deep running, correr ou caminhar em águas profundas, e hidroginástica  podem proporcionar queima calórica e o bem estar.

Para o professor de natação ter uma vida saudáve é comer bem, se exercitar, não se estressar, ter amigos, se divertir e fazer coisas que tem vontade. “ Acredito que é ter uma qualidade de vida para você mesmo e não para os outros”, finaliza.

 

Virada Esportiva 2013 acontecerá nos dias 21 e 22 de setembro

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Nos dias 21 e 22 de setembro São Paulo será palco de mais um grande evento : a Virada Esportiva 2013. Serão 34 horas seguidas de muita prática esportiva nos diversos bairros da capital paulista, desde às 8 horas de sábado até às 18horas de domingo. Os paulistas e visitantes poderão jogar e assistir mais de duas mil atividades em aproximadamente 200 lugares espalhados pela cidade.

Neste ano,durante a sétima edição, 45 centros esportivos municipais de administração direta, 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs), 12 unidades do SESC, 10 parques, além de 90 praças e CDC’s (Clubes da Comunidade) farão parte da Virada.

Uma semana depois deste evento, no exato dia 28 de setembro, a prefeitura irá realizar o “Revirando A Virada”, programa  que oferecerá a oportunidade da prática esportiva noturna. Onze centros esportivos e o Parque Ibirapuera vão passar a funcionar por 24 horas nos finais de semana.

Veja a programação da Virada Esportiva 2013.

Associação promove caminhadas pela saúde em todo o Brasil

As atividades físicas têm papel fundamental na qualidade de vida de um indivíduo independente da idade, sexo, classe social e etnia. (Como já mostramos em matérias anteriores aqui no 1,2,3 corre). Mas mais do que isso elas são meios de reunir pessoas. E é por esse motivo e outros que entidades e associações realizam caminhadas a favor de uma causa.

Foi com essa idéia que a associação Unidos pela Vida está promovendo caminhadas para a conscientização da doença fibrose cística, doença genética, não contagiosa e ainda sem cura, caracterizada por problemas no sistema respiratório e digestivo. São sintomas dela: tosse crônica, pneumonia de repetição e diarréia. Segundo o Ministério da Saúde existem 3.500 brasileiros cadastrados atualmente no Brasil para tratamento dessa doença. O número poderia ser maior, porém muitas pessoas não sabem que são portadoras da fibrose, inclusive a doença é pouco conhecida pela sociedade médica.

Portanto, neste domingo, 8 de setembro, será celebrado, pela primeira vez, o dia mundial da fibrose cística. E para marcar a data as cidades de Aracaju, Salvador, São Luis, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Joinville e Curitiba irão promover caminhadas. Além de celebrar e reunir, essas atividades têm o objetivo de conscientizar a população brasileira e divulgar a acessibilidade aos medicamentos indicados para o tratamento.

Portador ou não, vale a pena conferir de perto, participando das caminhadas. Em São Paulo, ela acontecerá às 10 horas no Parque Ibirapuera. Veja mais detalhes no site da Unidos pela vida.

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Após os 60, mulheres usam bikes para superar dificuldades

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No dicionário, pedalada significa ‘cada impulso dado ao pedal’. Mas para algumas pessoas essa palavra tem um sentido muito maior. Ela siginica superação.

Aos 65 e 62 anos, respectivamente, Teresa D’Aprile e Maria Lúcia Albuquerque pedalam toda semana à noite pelas ruas da cidade de São Paulo. Ambas participam do grupo “Saia na noite”, formado somente por mulheres. Mas, elas nem sempre foram assim ativas na bicicleta.

Teresa começou a pedalar após se separar do marido quando tinha 37 anos. E foi em 1992, com a vontade de sair a noite com as amigas, pedalar e  abrir um espaço para o público feminino no mundo das bicicletas que ela criou o “Saia na noite”.

Hoje, o grupo conta durante as pedaladas com cerca de 50 mulheres no verão e 20 no inverno, sendo 80% na faixa etária entre 35 e 50 anos. Toda terça-feira às 21h, quando não está muito frio, elas se reúnem na frente da pizzaria Primo Basílio (Al. Gabriel Monteiro da Silva, número 1864) e saem com as bikes pelas ruas iluminadas da capital. O percurso, geralmente, é definido na hora por meio de uma votação entre as participantes.

Mas elas não fazem somente passeios de bicicleta. Pelo menos uma vez por mês, o grupo promove pedaladas gastronômicas – como o dia da sopa – e customizadas – como o dia do halloween, quando todas utilizam fantasias. Neste mês de setembro, elas pretendem realizar o “saia na moda”, quando todas irão vestir roupas dos anos 20 aos 80.

Teresa é um exemplo de como um esporte pode mudar a vida e ajudar a superar as dificuldades impostas nos dia a dia. Ela lembra que a rotina agitada de trabalho, filhos, marido e as tarefas domésticas fazem a maioria das mulheres esquecerem de ter um tempo só para elas. O grupo é como uma válvula de escape que permite a mulher ter um tempo para relaxar, se divertir e exercitar. “Com a bicicleta a gente faz o que quer. Mudou muito a minha vida, desde da primeira corrida de bicicleta”, acrescenta.

Assim como Teresa, existem outras pessoas que tiveram sua vida transformada pelas pedaladas. Uma delas é Maria Lúcia Albuquerque. Após 35 anos de casada, Malu – como os mais próximos a chamam – se separou. Aos 57 anos, teve que mudar a rotina caseira que tinha. E para superar a separação, ela buscou atividades diferentes. Foi quando entrou para o “Saia na noite”.

Ela já havia pedalado em outros momentos, mas nunca tinha participado de um grupo de pedal noturno. “No primeiro dia, eu coloquei o capacete virado ao contrário. Eu não sabia como colocar. Mas cheguei com a cara e a coragem e lá estou até agora”, relata Malu.

Hoje, aos 62 anos, a rotina de Malu é outra bem diferente daquela que tinha durante o casamento. A vida de dona de casa deu lugar a viagens, passeios de bicicleta e a saídas com o grupo. Recentemente, ela fez um passeio de bicicleta por uma semana na Croácia. Junto com mais nove mulheres, ela conheceu o país pedalando. Além disso, ano passado ela fez um de bicicleta de 60 km na praia de Cananeia. E aos 60 anos ela fez uma caminhada de quatro dias no Aconcágua – Argentina.

E Malu não pára. No final do ano, ela planeja viajar de trailer com o filho e a nora pela Nova Zelândia. ”O que eu conquistei nesses cinco anos, eu não imaginava que faria”, finaliza.

São Paulo está cercado por grupos de pedaladas noturnas

A vida agitada em uma cidade grande como São Paulo parece não dar muito espaço para aqueles que gostam e pretendem praticar atividades físicas. Mas se você procurar, encontrará várias opções de exercício na cidade. Algumas delas são os grupos de pedal noturno.

Para quem gosta de andar de bicicleta e pedalar mas não tem tempo durante o dia, vale a pena conferir os mais de 20 grupos espalhados pelos bairros paulistas. Tem atividade de domingo a segunda-feira, sendo a maioria a partir das 20h30.

Segundo o líder do grupo Q-Bike, Fernando Noronha, essas pedaladas proporcionam aos paulistas praticar uma atividade física regular, conhecer a cidade de uma forma diferente e ainda fazer novas amizades. “Andar de bike, por si só, já é um prazer, fazer novas amizades também é sempre bom. Você ganhar um condicionamento físico e ainda conhecer a cidade de um modo diferente, chega a ser mágico!”, acrescenta.

No caso de Fernando, o grupo surgiu em 2008 devido a vontade de andar de bike dele e dos clientes de sua loja de equipamentos de ciclismo. E como pedalar sozinho é perigoso no trânsito de SP, ele se juntou a outras pessoas que tinham a mesma vontade e criou a turma do Q-Bike. “Vida saudável para mim é fazer o que eu gosto, com quem eu gosto e com alegria. E a bike proporciona tudo isso para mim”.

Assim como Fernando, outras turmas saem pelas ruas e avenidas da capital paulista em busca de atividade física, diversão, relaxamento e qualidade de vida. Assim, pegue sua bicicleta, capacete, luva, óculos e vá se exercitar com um dos grupos de pedal noturno na lista abaixo.

*Observação: Os líderes dos grupos recomendam visitar o site ou fazer contato pelo telefone antes para verificar se tal dia eles vão pedalar. Às vezes, a atividade é cancelada devido a baixa temperatura ou umidade, chuva, passeata ou outros problemas.

Bom pedal!

Q-Bike
Portal: www.qbike.com.br
Local: Rua Joaquim Oliveira Freitas 938,
Contato: (11) 3901 3623
Dia/Horário: Quinta-feira, às 20h30
Ritmo: passeios entre 25 a 30 km, em ritmo moderado, determinado pelo ciclista mais lento

Speed Bikers

Local: saída da Praça Fortunato da Silveira (Morumbizinho), em frente a Unicsul São Miguel – São Miguel Paulista, Zona leste
Dia/Horário: Segunda-feira e Quarta-feira, às 20h30
Percurso: até 35km

Starbikers:

Portal: www.starbikers.pre.nom.br
Local : saída é da Pizzaria Manuella, Rua Onze de Junho, 372 – Vila Mariana
Dia/Horário: Segunda-feira (ritmo acelerado ), terça-feira (ritmo moderado), quinta-feira (ritmo moderado) às 21h
Percurso: pelo menos 40km numa média de 20km/h, melhor treinar antes de aparecer

Laboratório Buenos Ayres
Contato: www.buenosayres.com.br
Local: saída do lado do laboratório, Rua Sergipe, 120, Consolação
Dia/Horário: segunda-feira, às 20h30
Ritmo: passeio light

Saia na Noite:
(só para mulheres)
Portal: http://www.saiananoite.com.br
Local: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1864, Pinheiros, em frente à Pizzaria Basílico
Dia/ Horário: terça-feira, às 21h
Ritmo: passeio light

Pedal Paulista:
Portal: www.pedalpaulista.com.br
Local: estacionamento da Sunny Bikes, Av. Morumbi, 7884, no Brooklin
Dia/ Horário: terça-feira (ritmo intenso, intercalando treinos de subida e distância, recomendado para quem está acostumado a pedalar), quinta-feira (ritmo moderado), às 21h

Tutto Bike:
Portal: http://www.tuttobike.com.br/passeios.html – gobikingnights.blogspot.com
Local: loja Tutto Bike, Av. Pompéia, 787
Dia/horário: terça-feira (ritmo moderado a forte), quinta-feira (ritmo moderado a leve), às 20h30
Percurso: de 30 a 40 Km

Pedal da Vila Madalena
Portal: www.pedaldavilamadalena.blogspot.com
Local: Padaria Vila Grano, esquina da Rua Wisard com Rua Fradique Coutinho
Dia/ Horário: terça-feira e quarta-feira, às 21h
Ritmo: passeio light
Percurso: 15 km, trajetos sem subidas

CicloEscalada
Portal:
www.facebook.com/cicloescalada
Local: na eBike Store, Rua Dr. Franco da Rocha, 745
Dia/Horário: terça-feira, às 20h30
Ritmo: intermediário, para condicionamento físico e preparação para trilhas. Ideal para quem quer adquirir condicionamento físico e aprender técnicas de pedalar.
Percurso: de 30 a 40km
PS: opção de aluguel de bikes

SampaBikers
Portal: www.sampabikers.com.br
Local: Camelo Pizzaria, Av. Pres. Jucelino Kubtschek, 151.
Ritmo: uma turma em ritmo moderado e outra lenta
Dia/Horário: quarta-feira, às 21h

Pedal No Stop
Portal: https://www.facebook.com/events/514728728564435/
Local: Parque do Ibirapuera
Dia/Horário: quarta-feira, às 20h15 (até as 23h45)

Pedal da Vila Madalena
Portal: www.pedaldavilamadalena.blogspot.com
Local: Padaria Vila Grano, esquina da Rua Wisard com Rua Fradique Coutinho
Ritmo: moderado, com percursos entre 20 e 30 km}
Dia/Horário: quinta-feira, às 20h30

Pedalar pode ser uma alternativa em São Paulo

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Para evitar os extensos engarrafamentos e a superlotação dos transportes públicos, alguns moradores de São Paulo optam por uma outra forma de se locomover: pedalando. Assim, essas pessoas economizam tempo, dinheiro e ainda praticam uma atividade física.

Há três anos, o assessor de imprensa Paulo Henrique Alves anda de bicicleta com frequência nas ruas e avenidas da capital paulista. E há um ano, de segunda a sexta, ele pega sua bike, coloca as luvas, o capacete e os óculos e vai para o trabalho pedalando. O trajeto que ele faria em 40 minutos de carro, ele faz em 15.

Mas essa não é uma prática recente na vida dele. Na antiga empresa em que ele atuava, já deixava o carro parado em casa. Ele fazia 25 minutos de caminhada até o trabalho.

Assim como o assessor, o entregador Tarciso Vieira Gomes também utiliza bastante a bicicleta, mas nas entregas diárias de revistas durante seu trabalho. Faça sol ou faça chuva, Tarciso e mais 20 companheiros pedalam, de segunda a sábado, mais de 12 km por dia nos bairros de São Paulo. Ele conta que nunca sofreu um acidente, mas já teve colegas que morreram no trânsito enquanto trabalhavam.

O ciclista tem que tomar cuidado por onde anda, porque podem aparecer alguns empecilhos no meio do caminho. Carros, motos, ônibus, pedestres, sinais de trânsito, buracos, morros, boca de lobo e desníveis nos asfaltos podem causar um acidente e machucar. “Todo dia eu sofro uma fechada de  um motorista ou motoqueiro. Bicicleta não é um transporte tão viável em São Paulo, mas uma alternativa para os transtornos de uma cidade grande”, afirma Paulo Henrique.

São Paulo ainda não é uma cidade ideal para os ciclistas, como Copenhague que 50% da população se locomove por meio de bicicletas. Mas aos poucos as bikes conquistam seu espaço na sociedade brasileira com a construção de novas ciclovias e a implantação de leis a favor do ciclista.

Aqueles que têm interesse de pedalar em SP, devem ficar atentos. “Tenha uma bicicleta adequada ao seu estágio. Não adianta comprar uma bicileta barata em qualquer loja. Escute dicas de amigos ciclistas. E comece pedalando nos grupos de pedal que têm na cidade porque assim você começará a entender o trânsito”, aconselha o assessor.

Paulo Henrique ainda lembra que nem todo trajeto é recomendável para andar de bicicleta. A pessoa tem que observar a segurança das faixas de utilização e a distância. Ele aponta que até 15 km vale a pena, mais do que isso, o risco e o exercício não compensa.